Quem é esse deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Eis que o nosso Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e ele nos livrará da tua mão, ó rei. Mas se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3:17-18 )

Que confiança tinham estes homens. Eram filhos de Israel, da linhagem real e dos príncipes, o qual foram escolhidos para serem trazidos a presença de Nabucodonosor, rei da Babilônia, logo após sitiar Judá. Foram escolhidos porque não tinham defeitos, eram belos de aparência, dotados de grande sabedoria, inteligência, instrução, capacitados para assistir ao palácio do rei e lhes ensinar as letras e a língua dos caldeus. Porém eles tinham outra grande característica: eram servos fiéis do Deus altíssimo.

E como todo servo fiel, não faz aquilo que lhes apraz, nem muito menos acontece em suas vidas o que planejam, mas o plano do Senhor. Aqueles homens, dentre eles Daniel, vulgo Beltessazar, foram escolhidos por um plano de Deus para estarem em meio aos grandes, como meio e canal de levarem a palavra de Deus a aqueles homens. Levarem o grande mandamento, que é o maior de todos: Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças (Dt 6:5; cf Mc 12:30-31). Para serem testemunhos vivos do que o Senhor ordenou: Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; Porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra (Dt 6:14-15).

Estes homens temiam ao Deus vivo, a esta ira não poderiam suportar, e creram sobre toda a prova, pois sabiam que Deus é um Deus zeloso. Porém aquele povo que sitiava aquela nação serviam e adoravam a deuses de ouro, prata, bronze, ferro e barro. Adoravam a deuses feitos por mãos. Então Deus tinha um plano: que seu nome fosse exaltado. Que aqueles pudessem conhecer que só existe um Deus que é onipotente, onipresente, onisciente, a quem confere o poder de salvar ou destruir. E estes quatro homens faziam parte do plano de Deus.

Amados, quantas vezes queremos estar nos planos do Senhor, queremos ser usados, queremos fazer parte do plano de salvação de Deus para tantas almas perdidas. Como diz a música de Aline Barros, ser ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta ao alvo. Porém muitas vezes, para a glória do Senhor ser manifestada, é necessário que exista uma situação impossível aos olhos humanos, uma situação onde nenhum outro deus, espírito, entidade, energia, poder, santo possa interceder, mas somente o Deus criador dos céus e da terra, do mar e tudo o que neles há (Sl 146:6).

É então que os justos do Senhor são lançados em meio a provação. Quando lemos este livro do profeta Daniel achamos lindo a maneira como foram usados pelo Senhor, mas assim achamos porque não vivemos a história que eles passaram. Sabe porque? Porque quando é vivida, é como se comparada a sua vida quando está em meio a luta. É quando você, que ama ao Senhor, de sua maneira, é uma pessoa justa e reta, íntegra, é jogada em meio a cova dos leões, e não entende o porque disso tudo. Tenta explicar mas não consegue! É a partir daí que vem as teorias explicacionistas (eu acho que inventei essa palavra!), leis de ação e reação, ou quando não é encontrado ação visível, leis do carma, ou karma.

Porém os discípulos ao verem um cego de nascença perguntaram ao mestre Jesus se quem pecou foi ele próprio ou seus pais? Ou seja, ele padecia o sofrimento pela lei do karma ou da maldição hereditária ao qual Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus (Jo 9:3). É para a Glória de Deus! Deus tem o seu plano de salvação, de salvar esta humanidade de sua miséria, de sua escassez, da morte e do pecado que assola todas as gerações desde Adão. Mas como este, muitas vezes continuamos escolhendo desobedecer.

Deus tinha um plano naquela nação, naquela época, e escolheu usar estes jovens judeus. Eles não questionaram ao Senhor, mas creram! O Senhor Jesus mesmo não disse que se cremos veremos a glória de Deus (cf Jo 11:40)? O Senhor não estava falando novidade alguma, este é um princípio básico que existe e existirá até a consumação dos séculos. Tanto é que foi o que aconteceu com Hananias, Misael e Azarias, vulgos Sadraque, Mesaque e Abednego, respectivamente.

E então naquela terra foi decretado que todos deveriam se prostrar e adorar a imagem de ouro criada pela rei Nabucodonosor, mas ao ouvirem o som dos instrumentos musicais permaneceram sem se prostrarem. O rei ao saber ficou irado pois o furor havia lhe tomado o coração, e como havia lhe prometido, ordenou a uns homens valentes do seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, e os lançassem na fornalha de fogo ardente (vs 20).

Queridos, quantas vezes nos deparamos com estes valentes que os homens colocam em nossos caminhos. São homens que representam a força física, a força intelectual, a força social, a força hierárquica. Homens que devido a posição que ocupam, posicionam-se como os valentes. Quantas vezes estamos cumprindo a vontade do Senhor em nossas vidas mas nos deparamos com os valentes que, na maioria das vezes, com nossos próprias forças nada podemos fazer. Mas digo que o servo de Deus não os teme, porque sabem que maior é o que está em nós do que o que está no mundo (1Jo 4:4). Na verdade, naquele tempo, onde homens ainda não eram batizados e tornados templos do Espírito Santo de Deus, sabiam que tinham anjos que subiam e desciam de uma escada dos céus, em seu favor, a serviço do Deus vivo.

É isto que precisamos ter certeza, precisamos saber que estamos falando de Deus! Não é uma estátua de barro, ou de ferro, é o Deus que criou tanto o barro como fez do barro homens. Ele é poderoso! Precisamos ter a absoluta convicção de que para Deus nada é impossível (Lc 1:37), nada! E como Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa, assim ele fez na vida destes e continua também fazendo hoje, creia:

Então estes homens foram atados, vestidos de seus mantos, suas túnicas, seus turbantes e demais roupas, e foram lançados na fornalha de fogo ardente. Ora, tão urgente era a ordem do rei e a fornalha estava tão quente, que a chama do fogo matou os homens que carregaram a Sadraque, Mesaque e Abednego” (vs 21-22)

Este é o resultado dos valentes que estão desafiando sua vida, e o seu Deus. Amados, isso é incrível! Esse é o Deus do impossível, e Ele só começou a fazer! Os valentes, ao tentarem lançar os servos de Deus ao fogo, eles mesmos foram queimados! E é assim que vai acontecer também com você que está passando pela prova! Creia neste Deus que vive e intercede por nós! Está sendo lançado ao fogo, sendo culpado por ser reto? Por ser íntegro? Isto agride aqueles que procuram a mentira e o “se dar bem em cima dos outros”? Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle, e Ele o fará (Sl 37:5)!

E assim estes homens confiaram. O Senhor não os livrou de serem jogados vivos na fornalha que ardia sete vezes mais que o normal. Como eu disse, o Senhor permitiu que os homens chegassem ao ponto de que nenhum outro Deus pudesse intervir, somente Ele. E o texto conta que o rei se espantou com o servos de Deus. Essa é a primeira reação que observamos! Eles vão ter que se espantar! Vão ter que ficar de cabelos em pé ao ver o livramento que o Senhor dá:

Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus. Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo” (vs 25-26)

Foi então que chegou o momento do nome de Deus ser glorificado. Não uma imagem que levantaram para adorar. Deus não pode ser construído por mãos, nem simulado ou prospectado. Deus não cabe dentro de uma estatuazinha, nem o seu poder! Isso deveria ser óbvio não?

Aqui chegou também o momento daqueles três rapazes, tão novos perto daquele rei e os poderosos de sua nação. Ao primeiro olhar, provavelmente tão ingênuos, com tanto a aprender por aqueles homens tão vividos, experientes, que já haviam ouvido falar dos deuses e de seus poderes, homens conquistadores. Mas o que quero dizer para vocês é que estes três jovens, apesar de fazerem parte de um povo conquistado, tinham intimidade com o Senhor, e não o conheciam de ouvir falar. Você conhece a Deus por letras? Ou por aquilo que dizem? Leia você mesmo o que aconteceu com os garotos ingênuos de Israel:

E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (vs 27)

Que alegria! Louvado seja o nome do Senhor! Todos eles tiveram que ver amados! Todos aqueles que o perseguiram, os importantes, os bem sucedidos, os experientes, todos tiveram que ver o poder e o mover do Deus Vivo agindo em favor daqueles rapazes! Todos, menos os valentes é claro! Não se queimaram, nem um só fio de cabelo! Nem mesmo o cheiro! Amados, isto é para mostrar que nada acontece sem que o Senhor saiba ou aprove. Jesus mesmo disse que de todos sereis odiados por causa do meu nome, mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça (Lc 21:17-18). Da mesma maneira que estes homens foram perseguidos por causa Deus, assim você também será pelo nome de Jesus, que é Deus! Mas não temas, pois Ele é contigo!

O poder de Deus está acima de toda e qualquer coisa, de todo e qualquer homem, de todos e quaisquer espíritos ou deuses. Isso é ser onipotente! Ali o nome do único e verdadeiro Deus foi glorificado, por aquele rei, que inclusive declarou que todo povo, nação e língua deveria também adorar a este Deus!

Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilônia” (vs 30)

Assim concluiu este momento passado por estes: prósperos! Na verdade, ao olharmos para a eternidade que o Senhor nos reserva, lembrando que sua palavra nos garante que as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam (1Co 2:9 cf Is 64:4), o que vivemos ou como vivemos não é nada. O que é mensurável desaparece ao comparado com a eternidade, e temos esta promessa. Mas como o Senhor é bom, façamos conforme a Sua vontade: Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração (Sl 37:4). Como todo homem, eles também tinham um desejo no coração, passaram pela prova, mas o Senhor garantiu a vitória, seu nome foi glorificado, vidas foram salvas, e ainda por cima, realizou o desejo de seus corações. Esta é a obra do Senhor, e um pouco da história destes rapazes. E a sua?

Ricardo de Magalhães Cruz (09/06/2008)
Texto Bíblico: Almeida, em algumas versões diferentes

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