Ansiede? Eu quero é sede!

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. (Fp 4:6)

Hoje, em nossas vidas, sofrendo influência sobre o pecado que entrou no mundo, aprendemos a viver o que chamamos de ansiedade. Nossos primeiros ancestrais conheceram o que era viver na presença de Deus, poder desfrutar de tudo que havia nessa terra, no momento que quisesse, na hora que quisesse. Porém, na busca do conhecimento, perdemos a nossa liberdade, e passamos a ser escravos do pecado, que entrou no mundo. Com o advento de Cristo, passamos a ser livres do pecado, se sujeitos a esta aliança, mas com nossa liberdade comprometida ao nosso intermediador, Cristo Jesus. Passamos a ser dependentes de Deus, livres para seguir em dependência ao Senhor.

Mas como não somos mais deste mundo, mas permanecemos neste, a nossa carne age dia e noite, atentando nossa alma, em busca de dizer que a satisfação de nossa alma está justamente em cumprir os prazeres que este mundo oferece. Ao mesmo tempo, o Espírito de Deus está sempre nos testificando aonde está a nossa verdadeira paz.

Por isto, temos ansiedade. Temos desejos de viver o que esta vida oferece, pois aqui ainda estamos, e Deus sabe disso. E justamente para demonstrar que esta ansiedade existe, que devemos sujeitar nossas vidas a Deus e sua justiça, é que o Senhor inspirou homens a escreverem as escrituras sagradas, e nos deixar a palavra viva parece que seja rema em nossos corações lembrando sempre que as coisas aqui da terra também nos seriam acrescentadas.

Jesus nos fala para não andarmos ansiosos quanto a nossa vida, quanto ao que beberemos ou comeremos. Vejamos que nesta passagem retratada em Mateus (6:25-34), o Senhor nos fala sobre os cuidados a este mundo. Não precisa ser necessariamente coisas paupáveis, mas que sigam interesses terrenos. Ficamos ansiosos se pagaremos as contas, se poderemos comprar os bens que necessitamos ou anseamos, mas também existe ansiedade sobre assenção profissional, pela cura de corpos enfermos, pelo nosso lado emocional, nossos relacionamentos, etc.

Mas se estamos na presença de Deus, nos sujeitamos ao nosso Senhor, buscamos viver sua vontade, no centro de sua vontade, não deveríamos nós estar ansiosos por coisa alguma. Foi então que o Senhor me levou as seguintes passagens da escritura sagrada, no evangelho de João:

Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. (Jo 4:7-14)

A fonte de Jacó era uma fonte conhecida naquela região, pois Jacó ali matara sua sede e de seus filhos e animais. Representa a fonte que sacia a sede do homem, a sede física, o refrigério momentâneo.

Jesus como possui os atributos divinos, dentre eles a onisciência, sabia a vida daquela mulher, conhecia os seus pecados, mas conhecia também que esta mulher reconhecia o seu estado, e era sincera diante dEle. Então Ele lhe faz o primeiro pedido aquela mulher, dá-me de beber. Ela questiona naquele momento porque Ele como judeu falara ou pedira algo a ela.

Percebemos aqui algo importante desta relação que simboliza para nós exatamente aquilo que todos nós pensamos numa situação dessa. Aprendemos que Deus, em sua suprema perfeição, lá das alturas, jamais viria pessoalmente falar conosco, simples homens pecadores, mortais. Esta reação da mulher não difere em nada de hoje, quando Jesus quer falar conosco, e a primeira coisa que faz é pedir, dá-me desta água. A água aqui, como já dito, significa o nosso refrigério que a carne nos dá, ou que temos para a nossa carne.

Porém Jesus diz duas coisas a ela que ainda não percebera. A primeira é que Ele era Deus, e que estava ali pessoalmente para transformar a vida daquela mulher. A segunda é que ele queria mostrar para ela que existem águas de uma fonte que não seca, que não acaba, que é infinita, fonte de águas vivas. Queria mostrar que ela deveria não saciar sua carne, e sua ansiedade cotidiana com as coisas do mundo, mas que deveria experimentar desta água que provém de Deus e que se bebesse, jamais tornaria a ter sede.

Foi então que há algum tempo, talvez não diretamente, questiono a Deus sobre isso. A palavra diz que nós que pedimos esta água ao Senhor Jesus não deveríamos tornar a ter sede, mas quantas vezes não nos encontramos em situação de ansiedade pelas coisas do mundo. Foi então que o Senhor me falou que o problema é que aprendemos outrora a ser ansiosos, ter ansiedade pelas coisas do mundo, ter sede pelas coisas do mundo e não priorizamos as coisas de Deus. A mesma palavra diz esta água que o Senhor nos deu, fez em nós fonte de águas vivas. É aí que eu gostaria de aprofundar, esta fonte não é Deus, como ela está em nós? E como mesmo assim ainda nos encontramos tantas vezes com sede?

Foi então que Deus me explicou, o problema não é a sede, e sim sede pelo que? A fonte é Deus, e Deus é Pai, Filho, Espírito Santo. Com a confissão de Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, recebemos o espírito de adoção, ao qual podemos clamar Aba, Pai! (Rm 8:15). Isto quer dizer que temos o Espírito de Deus em nós, temos Deus em intimidade, porque está dentro de nós. Quer dizer também que está fonte de águas vivas já está dentro de nós, ou seja, mais uma vez, Deus já fez o seu trabalho, falta somente nós fazermos o nosso.

Amados, se você está sentindo sede, é normal, saiba disso, nós precisamos, nascemos para saciar nossa sede. Mas ela não deve ser manifestada como ansiedade, mas precisamos manifestar esta sede como uma busca inesgotável ao Senhor. Vamos aos cultos, oramos em casa, louvamos, mas fazemos isto com a mesma sede que tínhamos ao nos encontrar com o Senhor? A fonte é eterna, inestinguível, então o que falta? Falta sede! Sede em matar nossos anseios no Senhor Jesus. Lembra-se do versículo inicial? Em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. É exatamente isso, coloquemos nossas necessidades perante Deus, nossos pedidos, nosso querer. Orando em todo o tempo, e em tudo agradecendo. Porque o Senhor é Bom! Quem é bom senão um, que é o Pai? Ele é nossa força, nosso apoio, nosso baluarte, nosso refúgio. Recorramos pois a estas águas, e deixemos o Senhor fluir fontes de águas vivas dentro de nós.

Ricardo de Magalhães Cruz (20/03/2008)
ricardo.dmc@gmail.com

Texto Bíblico: João Ferreira Almeida Revista e Atualizada
João Ferreira Almeida Corrigida e Fiel

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